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Gigografia :: Superphonia no Matrix - 06/02/04

(Por Taz Miranda, direto da redação da Venti)

Só temos a lamentar em relação às pessoas que tiveram a oportunidade de estar no Matrix (Vila Madalena - SP) na última sexta feira, dia 06/02/04 e não estiveram lá. Com certeza, essas pessoas perderam a oportunidade de ver um dos maiores shows que essa banda paulistana, chamada Superphonia pode fazer. Até mesmo quem já conhecia a banda ficou surpreso com o que viu.
Os músicos apresentaram uma força visceral, como se estivessem fazendo a última coisa de suas vidas. Mesclando músicas próprias e covers, como eles mesmos já anunciavam, o Superphonia começou seu show com duas porradas (Supernova e Novo Mundo) sem intervalo uma da outra, o que foi uma ótima sacada da banda. Mal deu tempo de aplaudir, já tava rolando outra na orelha. Som de primeira.
A vocalista Ciça, em seu primeiro show com a banda, mandou muito bem mas
sentiu o peso da responsa, mas nada que uma boa seqüência de shows não resolva.
O guitarrista, compositor e mentor da banda, Carlos Fazano foi grande responsável pelo domínio do público. Apenas para se ter uma idéia, após o mesmo iniciar as primeiras notas de "Like a Roling Stone" do "Bob Dylan", o público foi ao delírio como se realmente estivesse no show do próprio. Carlos Fazano encaixou sua voz perfeitamente, não deixando absolutamente nada a desejar ao autor da música.
O baixista Tomas deu a coesão perfeita que a banda precisava e foi mais além. Apresentado uma técnica apurada, deu um "groove" na banda que deixou as músicas mais completas. Era tudo o que Carlos Fazano precisava pra se sentir mais livre e fazer sua guitarra voar baixo.
Mais duas músicas próprias do CD de mesmo nome da banda, Astronaves de Papel e Todo Mundo Voando. Esta última, uma viagem musical que com certeza, na mão de um diretor competente, dará um vídeo-clip tão legal quanto a música.
Mais uma cover e com o público na mão, Carlos detonou o vocal de "Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o meu Rock n' Roll" dos "Mutantes", e com sua passagem fácil fez o público cantar junto. "Deixe Estar", outra música da banda, foi na seqüência.
Já o baterista Valmir Binder, se esbaldou cantando "You Really Got Me" do Kinks. O Superphonia não podia ser mais feliz, escolhendo outra música e mais uma vez a banda sacudiu a casa. Pra quem estava no palco, a energia do retorno do público era arrepiante.
E pra terminar de derrubar tudo de vez, por que não terminar com "My Generation" do "The Who" sem parar pra respirar?
Foi o que eles fizeram, e a galera acabou reagindo da mesma forma, abrindo até uma roda !!! Coisa que acho que nunca rolou nem num show do "The Who"... Mas para quem conhece, o mais legal é saber que isso é apenas a ponta de uma bala em comparação ao arsenal que essa banda tem.
Esse show foi apenas o resultado da soma do talento e da criatividade com o capricho de fazer música legal e trabalhar bastante nisso.
Pra quem gosta de Rock, um ótimo e empolgante show.